Na Bienal de SP, Djamila Ribeiro reúne Adilson Moreira e Carla Akotirene em nova fase da Coleção Feminismos Plurais

Redação

17 de setembro de 2026

Mesa no principal palco do evento colocou em foco as novas edições de ‘Racismo Recreativo’, ‘Interseccionalidade’ e ‘Lugar de Fala’, além do lançamento de Amor preto

Na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Djamila Ribeiro reuniu Adilson Moreira e Carla Akotirene para apresentar ao público a nova fase da Coleção Feminismos Plurais. Realizada em 12 de setembro, na Arena Cultural, a mesa “Feminismos Plurais: ideias que transformam o Brasil” integrou a programação de uma edição que recebeu 760 mil visitantes em dez dias e reuniu 269 expositores, segundo informações da Câmara Brasileira do Livro.

Em publicação nas redes sociais após o encontro, a filósofa brasileira destacou a presença dos dois intelectuais na mesa.

“Foi muito especial, como coordenadora da Coleção Feminismos Plurais, fazer a mediação da mesa de mesmo nome com Adilson Moreira e Carla Akotirene.”

A retomada da Coleção Feminismos Plurais, agora publicada pela Rosa dos Tempos, selo do Grupo Editorial Record, reúne títulos do catálogo em versões ampliadas e atualizadas.

Djamila inaugurou essa nova fase em junho, com a edição revista e ampliada de Lugar de Fala, primeiro título do projeto editorial. Na Arena Cultural, anunciou que Carla Akotirene trabalha em uma nova edição de Interseccionalidade, obra da coleção que analisa como racismo, sexismo e desigualdades de classe se articulam na produção de experiências de opressão.

Akotirene chegou à Bienal em meio ao lançamento de Amor preto, publicado pela Record. Na obra, a autora parte de experiências pessoais para discutir relações amorosas entre pessoas negras, afeto, ancestralidade e racismo.

Adilson Moreira, por sua vez, lança em 21 de setembro a nova edição de Racismo Recreativo. O volume, que já está em pré-venda, amplia a análise sobre a reprodução de estereótipos e práticas racistas apresentadas como piada ou entretenimento e passa de 224 páginas, na edição de 2019, para 368 na atual.

O conceito formulado pelo jurista ultrapassou o campo acadêmico e editorial. Desde 2023, a legislação brasileira prevê aumento de pena para crimes raciais cometidos em contexto ou com intuito de “descontração, diversão ou recreação”. O Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial do Conselho Nacional de Justiça aborda o racismo recreativo e recorre ao trabalho de Moreira ao examinar a reprodução da hostilidade racial sob o véu do humor.

Ao comentar o encontro, Djamila resumiu o sentido da retomada: “A Coleção Feminismos Plurais está de volta e mais forte!”.

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