A Voz e o Legado: Djamila Ribeiro reflete sobre a ‘luta pela paz’ de Martin Luther King Jr.

A semana foi marcada por homenagens de Djamila Ribeiro ao ativista estadunidense
No Dia de Martin Luther King Jr., celebrado anualmente nos Estados Unidos na terceira segunda-feira de janeiro, Djamila Ribeiro prestou uma homenagem ao ativista que marcou a história do século 20 com sua defesa radical da justiça social, da igualdade racial e, sobretudo, da paz. A lembrança do legado de Martin Luther King reafirma a centralidade do pensamento pacifista do líder dos direitos civis como referência ética para os dilemas contemporâneos.
Em postagem no Instagram, no último dia 19, Djamila compartilhou registros de suas visitas ao Memorial Dr. Martin Luther King Jr., em Atlanta, anye ainda de assumir o posto de professora convidada no Massachusetts Institute of Technology. Primeira brasileira a lecionar no programa do MIT que leva o nome do ativista, ela ressaltou como a admiração pelo pensador se converteu em compromisso intelectual e político: “Sou a primeira brasileira convidada a lecionar no Programa Martin Luther King Jr. para Professores Convidados do MIT. Uma honra assumida com profunda gratidão e consciência da responsabilidade que ela carrega”, escreveu a filósofa brasileira, reafirmando seu compromisso com os valores defendidos por King: “Seguirei levando esse legado comigo — com orgulho, respeito e compromisso — honrando cada passo dessa história que continua a nos inspirar a sonhar e agir por um futuro mais justo.”
Homenagem na Folha de S. Paulo
Em sua coluna semanal na Folha de S.Paulo, Djamila teve a oportunidade de aprofundar a reflexão sobre um dos aspectos centrais do pensamento de King: a luta pela paz. No texto intitulado “Mensagem pacifista de Martin Luther King Junior desarma guerras até hoje”, a filósofa observou como o discurso “Além do Vietnã: hora de quebrar o silêncio”, proferido por Martin Luther King em abril de 1967, permanece urgente diante dos conflitos contemporâneos.
Djamila destacou a frase emblemática do líder: “Já não podemos nos dar ao luxo de adorar o deus do ódio ou de nos curvar diante do altar da retaliação”, conectando o chamado ético de King – dirigido a pessoas de todos os credos – às crises humanitárias atuais: “Do Sudão, no qual uma guerra absurda ceifa centenas de milhares de vidas em silêncio, ao Oriente Médio, onde palestinos reivindicam a dignidade, o território e a voz no processo de reconstrução, passando por contextos em que mulheres lutam por autonomia, como no Irã, a urgência moral evocada por Martin Luther King Jr. permanece incontornável.”
Djamila encerrou o texto evocando os versos de Wilson Simonal — “Luta negra demais é lutar pela paz” — e reforçou a necessidade de manter viva a chama desse pensamento para a posteridade: “Seu chamado à escolha —entre a violência e a coexistência, entre o ódio e o amor político— segue ecoando como tarefa inacabada da nossa história comum.“
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