Djamila Ribeiro

“Mãe Ana foi uma mulher que abriu muitos caminhos”: Djamila Ribeiro homenageia a Ialorixá Mãe Ana de Ogum

Redação

10 de janeiro de 2026

Faleceu na última quinta-feira, 8 de janeiro, em São Paulo, Mãe Ana de Ogum. Em suas redes sociais, Djamila Ribeiro prestou homenagem àquela que inspirou tanta gente com seus ensinamentos.

“Hoje partiu para o Orun uma das maiores Ialorixás do Brasil, a grande Mãe Ana de Ogum”, postou a filósofa brasileira, lembrando a importância da sacerdotisa para sua trajetória pessoal e para a preservação do Candomblé no país.

“Mãe Ana foi uma mulher que abriu muitos caminhos. Deixa um imenso legado de compromisso com o sagrado. Sustentou uma casa, formou gerações, acolheu pessoas e manteve viva uma tradição ancestral, mesmo quando professar o Candomblé significava enfrentar ainda mais intolerância e perseguição.”

Foi por meio de Mãe Ana que Djamila reencontrou o Candomblé – uma travessia espiritual que narra no livro Cartas para minha avó. “Foi pelo axé de Ogum que Oxóssi pôde voltar para casa. As mãos de Mãe Ana foram portal, cuidado e fundamento para mim e para tantas outras pessoas.”

Nascida em Valença (BA), em 7 de janeiro de 1944, Ana Maria Araújo Santos se mudou para Salvador aos nove anos e nos anos 1970 passou a viver em São Paulo. Filha de santo de Mãe Simplícia de Ogum, da Casa de Oxumarê, na capital baiana, Mãe Ana conviveu com o candomblé desde a infância e foi iniciada no culto aos orixás em 24 de maio de 1960, aos 16 anos.

Matriarca do terreiro Ojú Onírè e iniciada no Ilê Axé Oxumarê, onde se tornou referência, Mãe Ana atuou por décadas, nas palavras de Djamila, “com firmeza e discrição, como tantas lideranças negras e religiosas que mantêm vivas tradições enfrentando o apagamento.”

Na homenagem, Djamila fez questão de deixar seu abraço à família do Ojú Onírè, especialmente à amiga Flávia Monteiro, e também à comunidade do Ilê Axé Oxumarê. Recordou ainda que homenageou Mãe Ana em sua coluna na Folha de S. Paulo, em 2023, ressaltando que a arte que acompanhou a publicação nas redes é de Aline Bispo, originalmente feita para a publicação do jornal.

A despedida veio acompanhada de uma frase que sintetiza a força e a trajetória da Ialorixá: “Ogum abriu a estrada, e Mãe Ana a percorreu com honra.”

 

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*Com informações do site Alma Preta

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