“Where We Stand” ganha destaque na África do Sul em mês que marca a luta das mulheres negras contra o apartheid

Redação

29 de agosto de 2025

O livro Where We Stand, edição em inglês de Lugar de Fala, ganhou destaque nesta semana na África do Sul, com três resenhas publicadas no país. Duas apareceram em alguns dos principais jornais sul-africanos — Sunday Times e Daily Maverick — e a terceira foi tema do podcast literário Cheeky Natives.

O reconhecimento chegou em agosto, durante o Mês da Mulher na África do Sul — período dedicado às homenagens às mulheres negras que lideraram lutas históricas contra o apartheid e que continuam centrais nos debates sobre raça, gênero e justiça.

“Fico muito feliz em ver meu livro dialogando nesse contexto tão especial, em um país que tem uma tradição tão forte de luta das mulheres negras e de reflexão crítica sobre raça, gênero e justiça”, escreveu Djamila em suas redes sociais.

A filósofa brasileira já havia feito história em junho, quando, durante sua turnê internacional, lançou Where We Stand na Wits University, em Joanesburgo. Foi a primeira vez que uma autora do Brasil realizou um lançamento no país — gesto simbólico que reforça a força das pontes culturais entre Brasil e África do Sul.

Publicado pela Yale University Press e distribuído na África do Sul pela Jonathan Ball Publishers, o livro já está presente nas principais livrarias do país. A iniciativa contou também com o apoio da Embaixada do Brasil em Pretória, parceira de primeira hora da autora.

A circulação de Where We Stand no contexto sul-africano reitera a importância de diálogos transnacionais entre as experiências de mulheres negras. Assim como no Brasil, onde Djamila sublinha em Lugar de Fala a centralidade das vozes historicamente silenciadas, na África do Sul sua obra ressoa com uma tradição intelectual e política que tem nomes como Albertina Sisulu, Winnie Mandela e outras mulheres que desafiaram o sistema racista do apartheid.

Para Djamila, a recepção do livro na África do Sul reforça o alcance internacional da produção intelectual negra. “Brasil e África do Sul têm muito a trocar. Espero voltar em breve e deixo minha gratidão à Yale University Press, à Jonathan Ball Publishers e à Embaixada do Brasil em Pretória pelo apoio”, finalizou.

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